sábado, 5 de junho de 2010

África do Sul vence Dinamarca e enlouquece a torcida

A África do Sul foi superior. Criou mais jogadas, se movimentou melhor, esteve sempre mais perto do gol. A Dinamarca, com a ressalva de que estava desfalcada, deu sinais de que corre o risco de não ir longe no Mundial.

Os Bafana Bafana fazem sua estreia na Copa do Mundo na próxima sexta-feira, dia 11, contra o México. A seleção comandada por Carlos Alberto Parreira está no grupo A, ao lado ainda de Uruguai e França. A Dinamarca, integrante do Grupo E, com Holanda, Japão e Camarões. O primeiro jogo é no dia 14, diante da seleção europeia.


Só faltou o gol para Teko Modise, o camisa 11 da África do Sul, jogador do Orlando Pirates. De resto, teve tudo. Movimentação, velocidade, dribles, cabeceio perigoso e chute a gol. E ginga. Acima de tudo, teve rebolado. Quando ele parou na frente de um dinamarquês todo durão e jogou a bola para um lado, mexeu o corpo para outro, dançou no melhor jeito sul-africano, o estádio vibrou como se o meia-atacante tivesse feito um gol.

A África do Sul foi superior à Dinamarca no primeiro tempo. Mesmo com a discrição de seu principal destaque, Steven Pienaar, que defende o Everton, da Inglaterra, os Bafana Bafana jogaram melhor do que os nórdicos. Os visitantes não tiveram o goleiro Sorensen e o atacante Bendtner, lesionados. E mostraram um futebol pragmático, de compactação, de ocupação de espaços. E de uma pobreza técnica triste de ver.

A primeira etapa terminou 0 a 0. Cada uma das seleções mandou uma bola na trave, mas os lances foram anulados por impedimento. A África do Sul teve duas jogadas de perigo e um gol invalidado, também por impedimento.

Mphela garante a vitória

Foi aos 30 minutos, quando o jogo já avisava que ficaria mesmo no 0 a 0, que Mphela, o camisa 9, recebeu dentro da área e bateu cruzado, forte, para dar a vitória à África do Sul. O estádio entrou em delírio. As vuvuzelas ganharam sopros ainda mais fortes. Os atletas, dentro de campo, em meio à euforia coletiva, sentaram no chão e fizeram uma dança.

O curioso é que a África do Sul caiu um pouco de rendimento no segundo tempo. A Dinamarca não melhorou, mas teve chances de marcar, em jogadas laterais. Os Bafana Bafana apostaram na velocidade. E encontraram o gol assim, depois de uma série de substituições nas duas equipes.

Os últimos minutos foram de festa, com a torcida cantando o Shosholoza, espécie de hino de louvação ao trabalho. E agora é isso mesmo que acontecerá com os sul-africanos: ao trabalho, porque a Copa já vai começar.

Fonte: globoesporte.com

0 comentários:

Postar um comentário